‘A vida é um momento, um sopro’: dedicatórias em livros transformam obras em tesouros afetivos em Juiz de Fora

Livraria do Centro da cidade registra entre as relíquias catalogadas texto redigido pelo poeta Carlos Drummond de Andrade; veja vídeo. Dedicatórias demonstram afeto e criam memórias a quem recebe
Reprodução/TV Integração
“A vida é um momento, um sopro. Viva cada dia o seu melhor, sempre com muito amor”. Esta é uma dedicatória escrita pela professora Gisele Almeida em um livro que ela deu de presente para a afilhada. As dedicatórias transformam as obras em tesouros afetivos e demonstram carinho, afeto e admiração para quem a recebe.
Em uma livraria de Juiz de Fora, aberta há 2 anos e meio, o proprietário Paulo Roberto de Almeida contou que já encontrou diversos objetos nos livros, como cartas, fotos e muitas dedicatórias. O estabelecimento oferece aos clientes obras novas e usadas.
“Quando esse livro vem para as nossas mãos a gente gosta de conhecer um pouco mais dessas histórias, mesmo que seja de pessoas anônimas. Tentar imaginar o que pode ter ocorrido entre aquelas duas pessoas quando desse ato de presentear o livro”, afirmou o livreiro.
Dedicatórias em livros transformam obras em tesouros afetivos em Juiz de Fora
Relíquias
Dedicatória escrita pelo poeta Carlos Drummond de Adrade
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Entre as dedicatórias encontradas na livraria, uma foi até emoldurada. E foi escrita pelo poeta Carlos Drummond de Andrad.
Em um livro de fotografias de Juiz de Fora, de Albino Esteves, há uma dedicatória escrita em 1915. “A obra foi dedicada para uma figura muita conhecida aqui e que é uma relíquia”, contou Paulo.
Dedicatória escrita em álbum de fotografias de Juiz de Fora
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Carinho, afeto e amor
Dedicatória escrita por amiga de Gisele que morreu de Covid-19
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Receber uma dedicatória, seja do autor ou de quem está dando um livro de presente, é uma forma de eternizar momentos e contar histórias além da narrativa da obra.
“É uma forma não só de dar o seu carinho, como eternizar aquilo que você ta dando e mesmo que a pessoa não fique com aquele livro, mesmo que ela repasse para alguma outra pessoa, aquela pessoa vai sentir o que alguém sentiu quando deu, quando quis dar”, diz Gisele.
Em um dos livros da professora, ela mostrou uma dedicatória especial, escrita por uma amiga que morreu de Covid-19 neste ano, e que ficará gravadas nas folhas do e na memória dela.
“É uma pessoa muito querida, então é um livro que eu sempre vou guardar comigo. Se não tivesse a dedicatória, talvez eu nem lembrasse quem me deu aquilo livro e como tem aquela dedicatória eu sei que foi ela e o que ela quis dizer pra mim quando ela me deu aquele livro”, completou.
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