Aluna denuncia assédio de professor em prova: ‘te ajudo é a fazer sexo’

Uma adolescente, de 17 anos, aluna da rede estadual de educação, afirmou ter sido vítima de assédio pelo professor de física, durante a aplicação de uma prova de recuperação, nessa terça-feira (02/08), na Escola Estadual Deputado Ilacir Pereira Lima, no Bairro Cachoeirinha, Região Nordeste de Belo Horizonte.

Segundo o boletim de ocorrência, a aluna estava fazendo uma prova quando pediu ajuda para o professor devido a uma dúvida em uma questão. O professor, então, teria sussurrado “eu te ajudo é a fazer sexo”.

Outros dois alunos afirmaram que também ouviram o que o professor falou. Em depoimento à polícia, eles confirmaram o fato.

O professor também foi ouvido e disse que a adolescente e os outros colegas não compreenderam bem o que ele teria dito. Segundo ele, ele falou que não poderia ajudar a aluna na questão e que ela “ajudaria fazendo silêncio”.

A adolescente e o professor foram encaminhados para a delegacia. A aluna foi acompanhada da mãe.

O professor prestou depoimento e foi liberado.

Na noite dessa quarta-feira (03/08), alunos realizaram um protesto na porta da escola contra a atitude do professor.

 

Alunos se organizaram nas redes sociais para fazer protesto contra caso de assédio Redes Sociais/Reprodução

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação (SEE) informou que a equipe de inspeção escolar da Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana está realizando uma apuração dos fatos e que o professor “continua em regular exercício das suas funções” até a conclusão do processo.

“Ressaltamos também que o caso está sob apuração dos órgãos de segurança competentes. Destacamos ainda que, após a apuração inicial da denúncia, a SRE irá encaminhar a estudante em questão para atendimento no Núcleo de Acolhimento Educacional da rede estadual de ensino, que conta com psicólogos e assistentes sociais, responsáveis por atuarem no acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem, visando também garantir orientações para a comunidade escolar quanto ao respeito e clareza dos direitos e deveres individuais e coletivos”.

A Polícia Civil ainda não se pronunciou sobre o caso.

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