Ameaças de morte contra vereadores são frequentes em Duque de Caxias, diz presidente da Câmara Municipal

Nesta quarta-feira (13), o vereador Sandro do Sindicato foi morto a tiros de fuzil, no bairro . Ele é o terceiro vereador assassinado na cidade em pouco mais de seis meses. Vereador é morto a tiros de fuzil em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro
O presidente da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, Celso Alba (MDB), afirmou nesta quinta-feira (13) que os vereadores do município recebem ameaças de morte e ligações anônimas com frequência. Segundo o chefe do legislativo, a situação na cidade é preocupante.
“Ameaça de morte, ligações anônimas. Isso é preocupante, porque nós somos parlamentares, mas somos pais de família também. Então essa é a nossa preocupação. Todos nós queremos atuar e trabalhar tranquilamente”, comentou o presidente da Câmara Municipal.
A afirmação de Alba aconteceu no mesmo dia do assassinato do vereador Alexsandro Silva Faria, o Sandro do Sindicato, morto a tiros de fuzil na Avenida Governador Leonel Brizola, no bairro Pilar, em Duque de Caxias. Sandro foi o terceiro vereador assassinado na cidade em pouco mais de seis meses.
O presidente da Câmara disse ainda que os outros dois assassinatos não foram esclarecidos e não acredita que os crimes tenham motivação política.
“Nós estamos oficiando o Secretário de Segurança. Hoje mandamos ofício também para que o Ministério Público acompanhe de perto esses três crimes. Nós tivemos mais um vereador assassinado e precisamos com urgência da elucidação dos dois casos. Ainda não tivemos nenhuma evolução. Somos sabedores que está em curso a investigação, mas não temos ainda nenhuma resposta contundente em relação a esses crimes”, comentou Celso Alba.
“Eu não posso afirmar que seja de cunho político. Nós somos sabedores que as investigações estão em curso, mas até agora nós não temos uma resposta”, acrescentou o presidente do legislativo local.
‘Está todo mundo em choque’, diz irmão de vereador morto
Mais cedo, no IML de Duque de Caxias, o irmão de Sandro do Sindicato disse que toda a família está em choque com a morte do parlamentar.
Segundo Marcos Silva Faria, o irmão não tinha inimigos na cidade. Ele acrescenta que espera que as investigações possam chegar aos responsáveis pelo assassinato.
“Foi uma coisa assim muito repentina e a gente tá aguardando para que as autoridades possam o mais rápido possível poder esclarecer essa situação que aconteceu com meu irmão. É complicado demais falar, porque a família tá todo mundo em choque, os amigos estão em choque. Primeiramente, eu estou confiando na Justiça de Deus”, comentou Marcos.
Irmão de vereador morto a tiros de fuzil em Duque de Caxias pede Justiça
O caso foi inicialmente registrado na 60ª DP (Campos Elíseos), mas a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) vai assumir a investigação.
“Eu vou pedir paz. É revoltante sim, mas eu só vou pedir paz. Eu só vou pedir que Deus tenha misericórdia de quem fez. Porque fazer isso com um cara que todo mundo gostava e que é bem conhecido em Duque de Caxias, o cara que sempre procurou fazer o bem, eu duvido que esses caras vão conseguir dormir hoje. E a Justiça está na mão do Pai”, concluiu Marcos.
O velório do vereador Sandro do Sindicato está marcado para esta quinta-feira (14), às 5h, na igreja que ele frequentava, na Rua Silva Cardoso, lote 8, quadra 8, Pilar, Duque de Caxias. O sepultamento será às 10h, no Cemitério Municipal de Nossa Senhora do Pilar.
Outros casos
Há um mês, em 12 de setembro, o vereador Joaquim José Quinze Santos Alexandre, o Quinzé (PL), foi assassinado a tiros no limite entre Caxias e São João de Meriti.
Quinzé era ex-policial militar e tinha 66 anos. Segundo testemunhas, o vereador foi visitar uma conhecida e, ao desembarcar, foi baleado por um homem que estava dentro de um carro branco.
vereador Joaquim José Quinze Santos Alexandre, o Quinzé, de Duque de Caxias, foi assassinado a tiros na noite deste domingo (12).
Reprodução
Em 10 de março, Danilo Francisco da Silva (MDB), o Danilo do Mercado, e o filho dele, Gabriel da Silva, de 25 anos, foram encontrados mortos na Praça Jardim Primavera, em Caxias.
De acordo com a Polícia Civil, Danilo do Mercado era investigado em inquéritos que apuravam mortes, formação de milícia e grupo de extermínio, grilagem de terras, extorsão e ameaça.
Danilo do Mercado com o filho
Reprodução/Instagram

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