Capital do Acre tem a maior taxa de famílias endividadas do país, diz pesquisa

Em Rio Branco, 92% das famílias estão endividadas. Número é maior que a média histórica de 61,8%. Estudo é da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio SP). Rio Branco tem a maior taxa de famílias endividadas do Brasil
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A capital do Acre, Rio Branco, aparece no topo do ranking de famílias endividadas do país. Segundo um estudo nacional feito pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio SP), 92% das famílias que moram na capital acreana têm alguma dívida.
O dado de Rio Branco é bem acima da média histórica, que é de 61,8%. As capitais que aparecem logo depois no ranking são Curitiba (91%) e Natal (88%). Segundo a pesquisa, antes da pandemia cerca de 64% das famílias do país estavam endividadas, mas, esse número subiu para 71% com a pandemia.
Um dos endividados na capital acreana é o autônomo Márcio Frutuoso. Ele oferece cursos de máquinas pesadas e frentistas e diz que acumula dívidas de energia e cartões de crédito.
“Todo mundo se endividou devido à pandemia. Agora estamos correndo atrás no pós-pandemia, então, quem tem seu emprego está segurando, quem é autônomo fica meio difícil colocar a comida dentro de casa. Tem dia sim e dia não e não tem ajuda do governo com alimentação,”, lamentou.
Frutuoso diz que a prioridade é manter a alimentação dentro de casa. “O principal de tudo é a alimentação para os nossos filhos. Hoje você paga uma [conta] e daqui dois, 10 dias, paga outra. Vai se ajudando para não deixar faltar o pão, o leite”, destacou.
Manoel de Oliveira é outro que fala sobre endividamento
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O técnico de refrigeração Manoel de Oliveira é outro morador que tenta equilibrar as dívidas e sobreviver. “Cortando dali, cortando acolá, economizando os gastos, mas superando, né? Todo dia a gente supera uma barreira”, conta.
O estudo mostrou que o endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível em 11 anos. Os economistas dizem que esse raio X das contas das famílias ajuda a explicar porque a economia segue travada. Com o orçamento cada vez mais apertado por causa das dívidas e dos preços subindo, sobra menos para gastar. E sobra menos ainda para tomar crédito, que é um oxigênio da economia.
O estudo mostra ainda que é preciso aliviar a pressão sobre as contas do consumidor, para que ele volte a comprar, e a indústria, o varejo e os serviços reajam.
Endividamento das famílias brasileiras atinge o maior nível em 11 anos
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