Conselho da ONU aprova investigação sobre suspeitas de violações cometidas por soldados russos na Ucrânia

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos foi direta ao ponto: ‘Muitas das alegações podem ser crimes de guerra’, diz Michelle Bachelet. Conselho de Direitos Humanos da ONU aprova abertura de investigação sobre suspeitas de violações cometidas por soldados russos na Ucrânia
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou a abertura de investigação sobre suspeitas de violações cometidas por soldados russos na Ucrânia.
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos foi direta ao ponto: “Muitas das alegações podem ser crimes de guerra”, disse Michelle Bachelet.
Ela disse que só na região da capital ucraniana mais de mil corpos de civis foram recuperados. “É chocante”, frisou Michelle Bachelet.
. ONU diz que há ‘milhares de mortes’ a mais que a contagem oficial na Ucrânia
Suspensa do Conselho de Direitos Humanos, a Rússia poderia ter participado para se defender, mas nem enviou representante.
Já a da Ucrânia, no momento mais emocionante do dia, mostrou um desenho que seria de um menino de 11 anos que foi estuprado na frente da mãe. “O garoto só se comunica com linhas pretas”, disse Emine Dzhaparova.
A resolução em votação pede para que a Comissão de Inquérito, criada em março, priorize as investigações sobre os crimes arredores de Kiev e em outras cidades que chegaram a perder território para forças russas.
. Militar russo de 21 anos é 1º acusado de crimes de guerra na Ucrânia
A resolução também prevê que, na próxima reunião do Conselho, em junho, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos faça uma apresentação sobre a grave situação humanitária em Mariupol. A própria Michelle Bachelet destacou que, na cidade portuária devastada por forças russas, o número de mortos deve estar em milhares.
Dois países votaram contra: a Eritreia e a China, que acusou a resolução de colocar mais lenha na fogueira. Foram 12 abstenções. E 33 votos a favor. Entre eles, o do Brasil, que aceitou o texto mesmo sem as sugestões que propôs.
“Essa tentativa nossa de melhorar a linguagem, o texto, as formulações, era mais no sentido de preservar o espaço de diálogo. Chamar os membros da comunidade internacional a estancar essa política de isolamento, de tentativa de isolar uma das partes. Porque isso, no nosso modo de entender, não leva à cessação dos conflitos nem à solução da situação atual”, disse Tovar da Silva Nunes, embaixador do Brasil na ONU.

Liked Liked