Contratações de profissionais de saúde continuam crescendo no Brasil

Mercado de trabalho de profissionais de saúde dispararam no período mais crítico da pandemia. As contratações de profissionais da saúde continuam crescendo mesmo depois do pior momento da pandemia
As contratações de profissionais da saúde no Brasil dispararam no período mais crítico da pandemia e continuam crescendo.
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O mercado de trabalho de profissionais de saúde nunca esteve tão aquecido. A enfermeira recém-formada Nathalia Cristina Machado Prado Ramiro é parte desse enredo.
Nathalia Cristina Machado Prado Ramiro: Acho que todo mundo que acaba de se formar fica com aquele receio ‘meu Deus e agora?’ Que é um novo passo, uma nova etapa da nossa vida e teoricamente o emprego não bate na nossa porta.
Jornal Nacional: No seu caso foi muito rápido?
Nathalia: Foi.
Nathalia saiu das simulações com robôs nas aulas de graduação e apenas dois dias depois já entrava para uma equipe de enfermagem.
Hospitais e clínicas crescem com ou sem crise, dizem os economistas. E no cenário atual, os profissionais de saúde tem sido centrais na recuperação de pacientes de Covid-19 e também do mercado de trabalho no Brasil. O setor da saúde é o que mais gera empregos com carteira assinada desde o início da pandemia.
Como era de se esperar, a guerra contra o vírus levou à disparada de contratações para o front da saúde. O período mais crítico de óbitos coincide com o pico de criação de vagas e a queda do número de mortes, com uma desaceleração. A partir de dezembro de 2021, as curvas se descolam e a criação de postos de trabalho ainda é herança da Covid.
O diagnóstico do cardiologista recém-contratado Alexandre Abla é de uma mudança de comportamento. Os pacientes estão mais atentos à própria saúde.
“Há sim um aumento da procura nos hospitais por um diagnóstico, pelas síndromes gripais que historicamente são maiores nessa época do ano. Recebemos casos de alta complexidade cardiológica que é a minha área de atuação. Alguns por terem ficado sem assistência adequada durante a pandemia, assim como alguns casos também sendo desencadeados ou piorados da sua forma de gravidade devido à infecção pelo coronavírus”, explica o cardiologista Alexandre Abla.
O número de pessoas contratadas subiu em todas as regiões do país, com destaque para o Norte e Nordeste. Hoje, são 2.688.000 milhões profissionais de saúde, o maior número da série histórica do Caged.
“São profissionais liberais que trabalhavam em outros tipos de serviço, principalmente fisioterapeuta, educador físico. Quando aumenta a demanda por esses profissionais no serviço hospitalar ou nas clínicas, esses profissionais vão para esse mercado, que é um mercado com carteira assinada muitas vezes”, afirma professora de administração pública da FGV, Gabriela Lotta.

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