Da dor à esperança, jovens relatam perdas, fundo do poço e sonhos após enfrentar vício em cocaína: ‘Se abrace’

Tatiana, Yago e Tamires começaram a usar a droga antes dos 20 anos de idade. Em tratamento para a dependência química no Instituto Padre Haroldo, eles dividem experiências e inspiram quem busca ajuda. Tamires Silva, manicure, 32 anos, buscou tratamento no Instituto Padre Haroldo para deixar o vício em cocaína e hoje inspira pessoas
Patrícia Teixeira/g1
Eles têm menos de 45 anos e quase perderam a vida para a cocaína. Escolhas motivadas pela falta de esperança e também pela ilusão de um empodeamento duradouro provocaram dores, derrotas, distanciamento da família, perda da vontade de viver. Mas conseguiram abrir espaço para a superação e à chance de reescrever sua história.
“Para o resto da minha vida eu vou ter que buscar uma ajuda de mim mesma, uma força interior parta que eu consiga me manter limpa. É possível. Eu achava que não era possível. Se resgate e se abrace”, conta a manicure Tamires, de 32 anos.
O g1 conheceu três jovens adultos que buscaram voluntariamente o acolhimento para tratamento da dependência química no Instituto Padre Haroldo, em Campinas (SP). A unidade é referência no Brasil para quem busca ajuda na luta contra as drogas.
Em Campinas, o número de dependentes químicos de cocaína que buscam acolhimento no serviço de assistência do Programa Recomeço aumentou 8,6 vezes no primeiro trimestre, segundo dados do Centro de Prevenção ao Uso de Drogas, vinculado à prefeitura.
Assista aos vídeos abaixo e conheça as histórias da Tatiana, do Yago e da Tamires.
Tatiana, 41 anos, dona de casa e mãe
Dona de casa e mãe conta sobre luta para combater a dependência de cocaína
Yago, 28 anos, vendedor
Vendedor conta sobre luta para deixar a cocaína
Tamires, 32 anos, manicure
Manicure detalha recuperação diante do vício em cocaína e seus sonhos
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