‘Esperança’ é última gata viva de ninhada queimada em churrasqueira; polícia investiga o caso

Caso foi denunciado e moradora afirma que ninhada foi queimada dentro de churrasqueira, no bairro Monte Castelo. A polícia investiga a morte de dois filhotes de gatos e ainda ferimentos graves de um outro por queimadura no bairro Monte Castelo, em Campo Grande (MS). A jovem Milena Ferreira alega que os animais nasceram em uma churrasqueira, estavam acostumados a se esconder no local e acabaram sendo queimados vivos quando moradores atearam fogo no local.
Segundo informações publicadas por Milena em uma rede social, “desde o ano passado eu e minha mãe alimentamos alguns gatos de rua que viviam no terreno da igreja São Domingos Sávio. Em janeiro deste ano uma das gatas deu cria a quatro gatinhos dentro da churrasqueira da igreja, e nós passamos a alimentar os filhotes ali desde então”, explica.
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Milena relatou que no dia 30 de abril, algumas pessoas foram limpar o quintal da igreja e no dia 1º ela voltou para deixar comida nos potes, como sempre fez, e não encontrou os gatinhos. Após procurar pelo quintal, a jovem disse que encontrou um dos filhotes queimado, dentro da churrasqueira.
Outros dois gatinhos foram localizados no dia 4 de maio, sendo que a Esperança e uma irmãzinha, estavam escondidas perto da igreja, muito machucadas. “Levamos as duas ao veterinário, mas sua irmã não resistiu, estava muito queimada, desidrata e havia perdido muito sangue”, frisa.
Conforme apurado pela reportagem, um filhote ainda segue desaparecido.
Investigação
De acordo com o investigador da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), Bruno Cordeiro, a princípio o caso está sendo tratado como um “acidente”.
“A impressão que temos é que foi um acidente, estamos aguardando o possível o autor. Estamos em diligência, e parece que foram queimar o lixo em uma churrasqueira e alguns gatos que estavam na redondeza estavam dormindo no local”, explicou. “Esses gatos se escondiam e é uma churrasqueira meio comunitária que o pessoal usa para queimar lixo, e restos de folha”, esclareceu o investigador.
Vale lembrar que queimar lixo em área urbana é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605, no artigo 54, que configura o crime de poluição.
Segundo a lei, a queima de lixo doméstico praticado por diversos cidadãos como forma de dar fim a lixos em terrenos baldios, além de causar danos à saúde pública com a fumaça, provoca risco de incêndio em proporções maiores, destrói a vegetação e pode causar a morte de animais nas redondezas. A ação pode gerar multa, podendo configurar crime sob pena de até quatro anos de detenção.
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