Frigoríficos da Grande BH e do Sul de Minas estão entre os suspensos pela Arábia Saudita

Ministério da Agricultura diz que já foram encaminhadas informações técnicas sobre o caso para o país, mas não há previsão de retorno das exportações. Ação foi tomada após dois casos do mal da vaca louca serem registrados no país. Frigoríficos da Grande BH e do Sul de Minas estão entre os suspensos pela Arábia Saudita
Juliana Amorim/Unsplash/Divulgação
Os cinco frigoríficos mineiros que tiveram a exportação de carne suspensa por parte da Arábia Saudita ficam em Campo Belo, no Sul de Minas; Carlos Chagas, no Vale do Mucuri; Pará de Minas, na Região Centro-oeste do estado; Contagem e Ibirité, ambas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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A medida foi tomada após o Brasil ter registrado dois casos atípicos de “vaca louca” no início deste mês, informou o Ministério da Agricultura nesta terça-feira (14).
Minas Gerais foi um dos locais onde o caso foi identificado no dia 6 deste mês. O segundo animal infectado foi em Mato Grosso. Ambos se tratam da contaminação atípica, que ocorre por uma mutação genética e, portanto, não indica infecção de todo o rebanho.
O Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, já estava com as exportações para a China paralisadas há 11 dias. A medida foi tomada automaticamente após o primeiro caso da doença ser identificado e não há previsão para o retorno da comercialização.
Em relação a Arábia Saudita, a decisão foi comunicada ao ministério pela entidade agrícola saudita em Riad.
O ministério informou ao G1 que já foram encaminhadas informações técnicas sobre o caso para as autoridades sanitárias da Arábia Saudita e que estão sendo realizadas reuniões, mas não há ainda previsão sobre a retirada das suspensões.
O Ministério da Agricultura disse nesta terça-feira que as exportações para a China seguem suspensas devido aos casos da doença, acrescentando que ainda não pode projetar quando os embarques serão retomados.
A Abiec, uma das associações que representam empresas do setor, disse que não vai se manifestar sobre o assunto. A Abrafrigo, outra representante do setor, ainda não retornou o pedido de comentário do G1.
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