Irmã de governanta morta a facadas fala de condenação de acusado a 20 anos de prisão: ‘Mais aliviada’

Adriana Lourenço Martins Santucci, de 49 anos, foi encontrada morta em uma chácara em Alumínio (SP), em julho de 2020. Ex-companheiro foi condenado na última quinta-feira (5). Mulher é encontrada com marcas de facadas em Alumínio
Reprodução/Facebook
A irmã da governanta que foi morta a facadas pelo ex-companheiro em Alumínio (SP), em julho de 2020, contou ao g1 que ficou mais aliviada após o réu ser condenado a 20 anos de prisão, durante o júri que ocorreu na última quinta-feira (5).
Adriana Lourenço Martins Santucci, de 49 anos, foi encontrada pela Polícia Militar já sem vida em um dos quartos da casa, com cerca de cinco perfurações de faca pelo corpo. O ex-companheiro da vítima, Sérgio Paulo Marreira, foi preso quase um mês depois do crime, em Foz do Iguaçu (PR).
“Depois do julgamento, eu até fiquei mais aliviada, mas não dá para trazê-la de volta. Era uma pessoa cheia de vida, alegre, não merecia isso”, conta a irmã de Adriana, Luciane Martins, de 55 anos.
Mulher trocou mensagens com a irmã dois dias antes de ser morta em briga com o ex
Acusado ligou para avisar sobre o crime, diz irmã
Ainda de acordo com Luciane, ela voltou a trabalhar no mesmo lugar em que Adriana estava, algo que lhe trouxe muitas lembranças. Por isso, precisou se adaptar.
“Foi difícil até voltar, mas a gente tem que tocar a vida. Eu acordo nervosa, sonhando com ela, demoro a dormir. A gente tenta reagir, mas não espera que vai acontecer tão perto da gente.”
O g1 tentou contato com a defesa de Sérgio Paulo Marreira, que não foi encontrada até a última atualização desta reportagem. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o caso está em segredo judicial.
Últimas mensagens
Governanta morta a facadas trocou mensagens no celular com a irmã dois dias antes do crime, em Alumínio (SP)
Arquivo pessoal
As últimas mensagens trocadas entre Adriana e a irmã foram de agradecimento após um churrasco em família. Luciane contou, na época do crime, que parecia tudo bem. Segundo ela, a irmã sempre teve um semblante alegre e não demonstrou nenhum comportamento diferente que levantasse suspeita.
“Ela era uma pessoa muito divertida. Nada a abalava. Eu não me conformo com isso que aconteceu. Ela tinha muita saúde e disposição. Estava com 49 anos, mas não aparentava. Talvez fosse porque estava sempre alegre”, relata Luciane.
Pouco antes da tragédia, Luciane relata que alguns amigos haviam comentado que Adriana estava estranha. No entanto, quando ela tentou saber o que se passava, a irmã disse que estava feliz. Essa foi a última vez em que as duas se viram pessoalmente.
Afastamento da família
Em entrevista ao g1, a sobrinha da vítima, Gisele Barbosa, contou que notou um afastamento de Adriane com a família.
“Depois que ela começou a ter um relacionamento com ele, a gente ficou afastada. Ele podia estar controlando o celular dela, porque ela só visualizava as mensagens, nunca respondia. Minha tia foi na casa dela e ele não saía de perto”, relata Gisele.
Adriana Santucci com a sobrinha Gisele durante um chá de bebê que ocorreu no começo de 2020, em Alumínio
Arquivo pessoal
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