Jurista e escritor José Paulo Cavalcanti Filho é eleito para ABL

Seis candidatos concorreram à cadeira 39 da Academia Brasileira de Letras, que pertenceu ao vice-presidente Marco Maciel. Jurista e escritor José Paulo Cavalcanti Filho é eleito para ABL
O jurista e escritor José Paulo Cavalcanti Filho foi eleito para Academia Brasileira de Letras.
Foi mais um dia de festa na ABL. Um chá recheado de estrelas reuniu os donos da casa e os novos imortais para mais uma eleição.
Dessa vez, seis candidatos se inscreveram para disputar a cadeira 39, que pertenceu ao vice-presidente Marco Maciel. É um ritual que acontece desde os primeiros tempos da Academia Brasileira de Letras. A votação, no salão nobre, acontece a portas fechadas.

Em poucos minutos, o resultado saiu e os votos foram queimados, como manda a tradição. O eleito foi o jurista e escritor pernambucano José Paulo Cavalcanti Filho, de 73 anos.
Formado pela Faculdade de Direito do Recife, ele tem livros publicados em 12 países. Entre outras premiações, ganhou o prêmio Jabuti pelo livro “Fernando Pessoa, uma quase autobiografia”.
José Paulo Cavalcanti já ocupou o cargo de secretário-geral do Ministério da Justiça e foi ministro da Justiça interino no governo de José Sarney. Foi ainda integrante da Comissão da Verdade, que investigou crimes ocorridos na ditadura militar.
“Zé Paulo consegue trafegar entre mundos muito importantes que quase sempre andam separados. A poesia, a política e a justiça. Quem sabe um pouco mais de poesia na política e um pouco mais de poesia na justiça não nos tornem mais justos e com uma política de estado mais firme e com maior esperança”, afirmou o presidente da ABL, Marco Lucchesi.
Junto a amigos, à família e a um time de acadêmicos, José Paulo celebrou a imortalidade.
“Espero contribuir para os dois objetivos mais amplos da academia, que estão nos estatutos redigidos por Machado de Assis. Primeiro, que é defesa da língua nacional e da cultura. É também a ideia de que você tem a diversidade, você tem que respeitar a diversidade. E no fim de tudo é compreender a grande tarefa da academia que é educação popular. Não tem nada mais moderno, transformador e revolucionário no Brasil do que educação popular, e eu vou fazer o que tiver ao meu alcance para isso”, disse.

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