Justiça extingue processo em que delegado Paulo Cerqueira era réu pelo assassinato de advogado no lugar do juiz Marcelo Tadeu

Ex-diretor da Polícia Civil de Alagoas sempre negou envolvimento no crime. Decisão não significa que o réu tenha ganhado ou perdido a causa, apenas que o processo não poderá prosseguir. Paulo Cerqueira antes de entregar cargo de delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas
Carolina Sanches/g1
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) determinou, nesta quarta-feira (11), a extinção da ação penal contra o delegado da Polícia Civil Paulo Cerqueira, réu no processo pelo assassinato do advogado Nudson Harley, ocorrido em 2009.
Essa decisão não significa que o réu tenha ganhado ou perdido a causa, mas, apenas, que o processo não poderá prosseguir, por causa da “ausência de justa causa para o exercício da ação penal”.
Paulo Cerqueira foi indiciado pela Polícia Federal, como mandante do atentado que teria como alvo o então juiz Marcelo Tadeu, e que resultou na morte do advogado por engano. O acusado de ser executor do homicídio, Antônio Wendell de Melo Guarniere, vai ser julgado no dia 31 de maio.
Um dia depois da divulgação do indiciamento, Paulo Cerqueira entregou o cargo de delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas. Por meio de nota à imprensa, ele afirmou ser inocente e disse que a PF se equivocou ao indiciá-lo.
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Um mês após o indiciamento, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado (MP-AL) e tornou réu Paulo Cerqueira.
O delegado entrou com recurso e, nesta quarta, a Câmara Criminal reconheceu a ausência de justa causa para o exercício da ação penal e determinou a extinção da ação penal.
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