Manual de sobrevivência em um coworking (e como isso importa)

Este texto foi originalmente publicado no portal Na Prática, parceiro do Guia do Estudante.

Os coworkings, tendência importada dos Estados Unidos, já são uma realidade nas grandes cidades brasileiras. Tratam-se de ambientes de trabalho colaborativos, compartilhados por diversas empresas, e que costumam abrigar muitas startups e profissionais autônomos.

Estima-se, segundo a plataforma Coworking Brasil, que existam 1200 escritórios desse tipo no nosso país neste momento e a expectativa é de que esse número comece a aumentar exponencialmente a partir deste ano. Dados da Gartner, uma empresa especializada em cultura organizacional, mostram que 74% dos donos de empresas pretendem manter funcionários trabalhando de casa de forma permanente após a pandemia.

Pensando nesse cenário, o Na Prática preparou este material que pode te ajudar e entender melhor o que é coworking, como ele funciona e como se beneficiar do modelo.

O que é coworking e como ele funciona?

Mesmo antes da pandemia, as pessoas que trabalhavam de forma remota já sentiam que o ambiente doméstico não era exatamente feito para o trabalho. Distrações, bagunças, interrupções, todos esses problemas já eram, em parte, comuns na rotina de milhares de trabalhadores.

E foi por essa razão que nos últimos anos começaram a surgir, aqui e acolá, espaços de trabalho compartilhados, os coworkings, nas grandes cidades. O modelo surgiu nos Estados Unidos, no início do século XXI, e começou a crescer ao longo das últimas décadas – ainda que nenhuma pandemia devastadora existisse.

Basicamente, um escritório de coworking é um espaço comum, com mesas e estrutura de trabalho, mas não ocupado por uma empresa específica e sim por um grupo de profissionais autônomos, normalmente freelancers, que alugam um canto ali para tocar seus projetos.

Existem diversos tipos de coworkings por aí, cada um mais ou menos indicado para os serviços que as empresas precisam. Alguns são 24h e outros oferecem entregas com motoboys, por exemplo. São frequentados por pessoas diferentes — publicitários, jornalistas, designers, advogados, arquitetos, engenheiros, vendedores, tradutores e tantos outros.

Quais os benefícios, de modo geral, desse modelo de trabalho?

Algo que precisa ficar claro para qualquer pessoa é que o coworking pode ser útil se ele fizer sentido para a realidade do profissional em questão. É preciso avaliar custo, localidade, vantagens e uma série de detalhes antes de decidir se mudar do home office para um coworking.

Ainda assim, nós separamos (e explicamos) aqui alguns benefícios da prática. Confira:

#1. Mais networking

Durante o trabalho compartilhado, você vai encontrar pessoas e profissionais dos mais variados tipos e com as mais variadas expertises. Dessa forma, será comum que você encontre novas oportunidades de negócios, novos projetos e que se torne, do outro lado, um novo contato para outros profissionais.

#2. Mais foco

Em casa, com um milhão de distrações a todo instante, fica praticamente impossível se concentrar no trabalho. Nos espaços de trabalho compartilhado, por outro lado, tudo respira trabalho e dedicação a todo instante. Por isso, será muito mais fácil ordenar as coisas e separar o espaço de lazer do espaço de concentração.

#3. Mais estrutura

Escritórios, salas de reunião, estacionamento, cozinha e muitos outros benefícios virão junto do seu coworking. Os prédios que comportam espaços desse tipo se preparam para entregar uma experiência de trabalho e escritório completa. Assim, será muito mais fácil receber um cliente, fazer uma vídeo chamada e realizar tarefas complexas.

#4. Menos isolamento

Fora da pauta do trabalho, é quase certo que você fará amigos durante o trabalho compartilhado e isso vai te deixar muito menos desanimados. Após um longo período de isolamento motivado pela pandemia, um pouco de companhia será muito bem-vinda nos próximos tempos.

Dicas para trabalhar em coworking

Todos esses profissionais diversos costumam se comportar de maneiras também diversas e são acostumados com rotinas e ambientes de trabalho diferentes. O bom senso, nesses casos, é fundamental para que um não invada o espaço do outro.

Para ajudar quem vai trabalhar em em um coworking, ou que já trabalha em um e está tendo problemas por lá, ouvimos as principais reclamações — tanto dos usuários como dos próprios gerentes dos coworkings — e elaboramos um pequeno manual de convivência. Nunca é demais lembrar que cada coworking tem suas regras próprias, mas se você se atentar aos tópicos abaixo, dificilmente andará fora da linha.

Confira a seguir as dez dicas para você extrair o máximo desse ambiente e evitar momentos de stress: 

1. Use fones de ouvido: Trabalhar escutando música é uma delícia, mas nem todo mundo é obrigado a ter o mesmo gosto musical. Usar fone de ouvido é fundamental, até mesmo para assistir aos vídeos no Youtube.

2. Fale baixo ao telefone: O barulho faz parte do ambiente de um coworking (não se trata de uma biblioteca), mas você deve se lembrar que as pessoas estão ali para trabalhar. Imagine se todos, ao mesmo tempo, resolverem falar alto ou gargalhar durante uma ligação?

3. Reuniões nos espaços reservados: Os coworkings possuem locais apropriados para as reuniões. Por mais que o assunto seja urgente, espere o momento certo para compartilha-lo com sua equipe sem atrapalhar os demais.

4. Interaja: Almoce junto com outras pessoas! Em coworkings é comum a existência de espaços destinados às refeições, que são usados no café da manhã, almoço e nos happy hours. Aproveite a oportunidade. Reserve um tempo na sua agenda para interagir com pessoas novas.

5. Na cozinha: A cozinha é um local “sagrado” nos coworkings. Organize toda a bagunça que você produziu e deixe tudo como encontrou. Ah, e nem pense em tocar no lanche de alguém que está na geladeira, mesmo que a fome já tenha atingido limites intoleráveis…

6. Organize seu espaço: Lembre-se que o espaço é de todos. As mesas podem ser compartilhadas e não pega bem empilhar livros, documentos e outros papéis ao seu redor. Gera uma sensação de desorganização no ambiente.

7. Atenção aos horários: Não espere que o funcionário do coworking te avise que o local está para fechar ou dê algum sinal como apagar a luz. Se ainda falta trabalho a fazer, continue em casa ou procure um coworking que funcione 24h por dia!

8. Seja simpático: Um simples “bom dia” para a pessoa ao lado pode significar o início de uma amizade ou até mesmo de uma parceria profissional. Lembre-se que os negócios nas startups são multidisciplinares e você pode estar ao lado da pessoa certa para sua empresa.

9. Se vire: Os coworkings presumem que você consegue resolver a maioria dos seus problemas. Portanto, leia os quadros de avisos e observe bastante antes de sair perguntando qual a senha do Wi-Fi por aí.

10. Tomadas para todos: Não monopolize as tomadas existentes no ambiente carregando seus oito aparelhos de celular. Em tempos de baterias viciadas, todo mundo precisa carregar o telefone ou o notebook várias vezes ao dia, então use o bom senso e reveze com quem trabalha ao seu lado.

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