MDB anuncia que Simone Tebet será pré-candidata à Presidência da República

Segundo o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi, dirigentes nacionais e regionais consideram que o partido precisa de um nome próprio para 2022. MDB anuncia que Simone Tebet será pré-candidata à Presidência da República
A semana está terminando com movimentação intensa dos partidos para as eleições do ano que vem.

O presidente do MDB, deputado Baleia Rossi, usou uma rede social para anunciar que, em dezembro, o partido vai lançar a pré-candidatura à Presidência da senadora Simone Tebet. Segundo ele, dirigentes nacionais e regionais consideram que o partido precisa de um nome próprio para 2022. A senadora não deu nenhuma declaração sobre a decisão do partido.

Simone Tebet está em primeiro mandato no Senado. Foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça e fez parte da CPI da Covid. É filha do ex-senador e ex-presidente do Congresso Nacional Ramez Tebet.

No União Brasil, o partido que nasce da fusão do PSL com o Democratas, o lançamento de uma candidatura própria à Presidência já não parece tão certo.

Para o blog do Gerson Camarotti, no g1, o presidente do PSL, Luciano Bivar, afirmou que o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, um dos possíveis pré-candidatos, prefere disputar um cargo legislativo por Mato Grosso do Sul.

Mais tarde, em entrevista à GloboNews, o próprio Mandetta negou a informação e disse que ainda não tem uma decisão fechada.

“De uma reunião que era uma reunião basicamente de discussão de cenários precipitou-se em dizer que houve uma desistência de campanha. Eu jamais vou desistir do Brasil, eu jamais vou desistir de dar a minha opinião. Se tiver alguém que seja essa pessoa que junte, é o Moro, é o Doria, é o Eduardo leite, tem as prévias do PSDB para acontecer, como que isso vai se dar. Eu sou companheiro para tudo, desde que tenha coerência, desde que tenha maturidade, desde que tenha conteúdo. Meu nome continua dentro desse partido colocado”, afirmou.

E, nesta quinta-feira (25), em um evento em Brasília, o ex-secretário-geral da Presidência do governo Bolsonaro general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz se filiou ao Podemos e disse que entrou na política para apoiar o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro.

Santos Cruz não deixou claro se vai disputar as eleições. Criticado pela ala ideológica do governo, ele deixou o cargo em junho de 2019 e passou a adotar uma posição contrária ao presidente Jair Bolsonaro e a questionar o uso político das Forças Armadas pelo presidente.

Sergio Moro, que ainda não anunciou formalmente a candidatura à Presidência, elogiou Santos Cruz:

“Um general já da reserva que vem somar, mostrando também que essa separação, que não faz nenhum sentido entre militares e civis, é algo que temos que superar. Somos todos brasileiros, somos todos brasileiras. Estamos todos no mesmo barco. O nosso projeto não envolve essa divisão de brasileiros em categorias porque nós estamos todos juntos.”

No PSDB, segue o impasse para escolher o pré-candidato do partido. A legenda vai fazer uma nova rodada de testes em um novo aplicativo antes de definir a data de retomada das prévias, que começaram no último domingo (21) e foram suspensas depois de uma pane no sistema.

São três pré-candidatos: o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e o governador de São Paulo, João Doria.

Em uma entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, o presidente Jair Bolsonaro disse que as negociações para a filiação dele ao PL avançaram.

“Estava fora do Brasil, faltavam alguns acertos, em especial São Paulo e alguns estados do Nordeste. Conversei há três dias com Valdemar, acertamos nossos ponteiros e estamos bem afinados para, ao realizar essa filiação, começarmos a falar em política para o ano que vem. Não haverá qualquer coligação com partidos de esquerda nesses estados. Isso está definitivamente acertado com Valdemar”, disse.

A filiação tinha sido anunciada, mas foi suspensa e agora deve ser efetivada no fim deste mês. Bolsonaro está sem partido desde novembro de 2019, quando deixou o PSL.

Ele ainda não confirmou oficialmente se vai concorrer à reeleição, mas só pode se candidatar se tiver um partido. Os últimos acertos foram feitos com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.

O PL é um dos principais partidos do Centrão na Câmara. Na época do escândalo do mensalão do PT, Valdemar era deputado federal e foi acusado de ter recebido dinheiro em troca de apoio no Congresso ao governo do ex-presidente Lula. Foi condenado e preso pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também foi alvo da operação Lava Jato e é réu por suspeitas de cobrança de propina em contratos na área de transportes.

Outros partidos também se movimentam para a eleição do ano que vem.

Ciro Gomes, do PDT, já anunciou que é pré-candidato à Presidência.

Lula, do PT, disse que anuncia em fevereiro ou março a sua decisão sobre se lançar candidato.

O Cidadania já lançou a pré-candidatura do senador Alessandro Vieira.

Felipe d’Avila é o pré-candidato do Novo.

O Avante também avalia a candidatura de André Janones.

E o PSD já adiantou que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, será o pré-candidato do partido.

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