Ministro de Minas e Energia cobra venda de refinarias da Petrobras: ‘Vamos tentar mais sério agora’

Estatal assinou acordo com o Cade em 2019, mas não conseguiu achar compradores para suas refinarias. Sachsida defende venda dos ativos para gerar mais competição no mercado. O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, defendeu nesta quinta-feira (4) que a Petrobras venda suas refinarias de petróleo para gerar mais competição no mercado.
A estatal assinou em 2019 um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para vender cerca de metade da sua capacidade de refino até o fim de 2021, porém só conseguiu vender uma única refinaria, localizada na Bahia. A empresa alega dificuldades para encontrar compradoras.
“Que dó da Petrobras, ela tentou vender e não conseguiu? Vamos tentar mais sério agora. O que é combinado, não é caro. Tem um termo de ajuste de conduta. Tem que ser feito”, disse Sachsida em um evento promovido por um banco de investimentos.
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Privatização
Questionado sobre a ideia de privatizar a Petrobras, o ministro admitiu que, um projeto dessa envergadura, precisa de consensos para avançar. E, ainda assim, levaria de três a três anos e meio.
Ele também afirmou que, enquanto ministro, vai trabalhar para gerar mais competição no mercado de petróleo. “Qual o futuro da Petrobras? Ela que tem que decidir, mas eu, enquanto ministro, vou gerar competição, e ela tem que aprender a competir”, disse.
O ministro também defendeu que a empresa tenha um olhar social, mas disse que a decisão cabe ao presidente e aos diretores da Petrobras. “Na hora que colocar competição, rapidinho ela começa a olhar a pauta ambiental, a pauta social.”
Investimento privado
Sachsida não quis comentar a política de preços da companhia quando foi questionado. Ele disse, apenas, que é possível baixar o preço dos combustíveis estruturalmente atraindo investimento privado para o Brasil.
“O que eu falei com o presidente foi, nós não controlamos o preço do barril, mas se o dinheiro vir para o Brasil, o câmbio se valoriza e vamos conseguir uma redução estrutural no preço dos combustíveis. A nossa parte é aprovar marcos legais.”
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