‘Molly – Bloom’ leva ao teatro catarse com o orgasmo das falas de ‘Ulysses’, de Joyce

“Eu acendi a luz sim porque ele há de ter gozado umas três ou quatro vezes com aquela coisona monstruosa dele eu achei que a veia ou sei lá que meleca de nome que aquilo tem ia estourar”, diz Molly Bloom, em certo trecho de seu monólogo, no derradeiro episódio de “Ulysses”, de James Joyce, que será levado a partir desta quarta-feira ao palco do Sesc Avenida Paulista, em São Paulo.

A personagem, uma das mais importantes da história da literatura, é vertiginosamente vivida e entendida pela atriz Bete Coelho, que, aos seus 60 anos, rola na cama, se esfrega nos gradis, arfa, goza e até peida, com efeito de sonoplastia, levanta a saia, abre e fecha as pernas, afaga os seios e grita para incorporar magistralmente uma mulher ali na casa dos seus 30 anos, uma balzaquiana, no frenesi desse impulso sexual, sem despertar qualquer estranheza ou ruído no público.
Leia mais (08/02/2022 – 10h00)

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