Pedido da defesa adia sentença de acusados de participação em mega-assalto a bancos em Botucatu

Audiência no fórum da cidade ouviu 24 pessoas, entre réus, testemunhas e vítimas da ação com troca de tiros que aterrorizou moradores no fim de julho do ano passado; requerimento da defesa tem prazo de cinco dias para ser cumprido. Criminosos durante ataque a agências bancárias em Botucatu, em julho de 2020
Reprodução
O julgamento de quatro réus acusados de participarem do mega-assalto a bancos em Botucatu (SP) teve a definição de sentença adiada na noite desta terça-feira (23) por conta de um pedido da defesa.
Segundo informações do Tribunal de Justiça, no fim do segundo dia do julgamento realizado pela 2ª Vara Criminal de Botucatu houve um requerimento da defesa e a juíza concedeu um prazo de cinco dias para sua apresentação. Após essa manifestação, a magistrada deve tomar a decisão.
A audiência, que começou às 14h desta segunda-feira (22), julga suspeitos de participação no crime cometido em julho do ano passado quando uma quadrilha explodiu uma agência e aterrorizou os moradores ao trocar tiros com a PM.
Até agora, segundo o TJ, nesses dois dias já foram ouvidas 24 pessoas, entre testemunhas e réus, que foram interrogados.
Os quatro acusados estão em prisão preventiva e a audiência foi realizada de forma virtual no Fórum de Botucatu. Segundo o Ministério Público, os quatro réus foram denunciados por 11 crimes.
Acusados de participar de ataque a agência bancária de Botucatu em 2020 são julgados
Este é o segundo julgamento desse caso realizado na cidade. Em abril deste ano cinco pessoas já foram julgadas e condenadas por ajudarem na fuga dos criminosos.
Logo depois dessas primeiras condenações, a juíza Cristina Escher, que ficou à frente do caso por quase um ano, pediu para se afastar após receber ameaças de morte.
Além do julgamento que teve início nesta segunda-feira, outros réus em um inquérito que foi desmembrado da mesma investigação devem passar por audiência a partir desta quinta-feira (25).
Juíza Cristina Escher deixou o julgamento contra os acusados de praticarem mega-assalto em Botucatu
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O ataque
Criminosos atacaram pelo menos três agências na Rua Amando de Barros, no centro de Botucatu
Arte G1
O assalto em Botucatu foi em julho do ano passado e durou cerca de três horas. Pelo menos 40 homens teriam participado da ação criminosa. Os bandidos fizeram moradores reféns e roubaram uma joalheria. A dona da loja acompanhou a ação dos criminosos ao vivo pelo celular.
A troca de tiros intensa foi ouvida de vários pontos da cidade e balas atingiram imóveis em uma das ruas usadas como rota de fuga do bando. Na tentativa de acalmar a população da cidade, um padre fez uma live durante os ataques e pediu proteção.
Dois policiais ficaram feridos durante o confronto na madrugada, mas receberam atendimento médico e passam bem. Imagens de circuito de segurança registraram o momento em que um deles foi atingido por tiros (veja abaixo).
Vídeo mostra momento em que policial é baleado por bando que atacou agências em Botucatu
Pela manhã, em um novo tiroteio entre policiais e criminosos na Rodovia Marechal Rondon, um homem ficou ferido após ser baleado enquanto tentava fugir. Ele foi socorrido, mas chegou morto ao hospital. A família dele alegou que ele é inocente e não participava da quadrilha.
Esse caso está sendo investigado e, caso fique comprovado que o homem não integrava a quadrilha e que era apenas um morador de rua, segundo testemunhas, os policiais serão indiciados por essa morte.
Desde o crime, várias pessoas foram presas suspeitas de participação no crime. Em fevereiro deste ano, policiais civis de São Paulo prenderam Carlos Wellington Marques de Jesus, apontado como um dos chefes do bando ao lado do irmão Carlos William Marques de Jesus, que foi preso no ano passado enquanto se preparava para fazer uma cirurgia na capital paulista.
Outro suspeito preso pela polícia foi identificado como Tiago Tadeu Faria, conhecido como Gianechini. A polícia informou que ele é um dos maiores criminosos de roubo a banco no Brasil e há indícios da participação dele em outros ataques semelhantes na região.
No último dia 29 de abril, foram presos mais três homens envolvidos na ação, mas um desses suspeitos foi morto em confronto com a PM em São Paulo. E em maio, outros dois suspeitos foram detidos.
Polícia identifica irmãos suspeitos de liderarem ataque a bancos em Botucatu
Arquivo pessoal
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