Polícia investiga participação de mais uma pessoa na morte de músico no trajeto para clínica de reabilitação

Segundo o delegado responsável pelo caso, uma nova investigação foi aberta para apurar quinto envolvido. Roberto Padrenosso Filho, o Betinho, era levado de Jaú para internação em Valinhos (SP). Músico Betinho morreu no dia 8 de novembro e caso é investigado pela Polícia Civil de Jaú
Facebook/Reprodução
A Polícia Civil em Jaú abriu um novo inquérito para apurar a participação de uma quinta pessoa na morte do músico Roberto Padrenosso Filho, que era conhecido como Betinho.
Quatro pessoas envolvidas no caso já foram denunciadas pelo Ministério Público nesta quarta-feira (24) por homicídio, sequestro e cárcere privado.
O músico era levado pelos homens para uma clínica de recuperação em Valinhos (SP), que fica cerca de 220 km de distância de Jaú, no dia 8 de novembro, quando chegou morto em uma Unidade de Pronto-atendimento da cidade.
G1 Bauru e Marília faz 10 anos: veja coberturas marcantes
Segundo o delegado responsável pela investigação, Aldo Eduardo Lorenzin, o inquérito sobre a morte e que apurava o envolvimento dos quatro homens que fizeram o transporte de Betinho foi concluído, porém uma nova investigação foi aberta para apurar a participação de uma quinta pessoa.
“Esse teria se apresentado, inicialmente, para a irmã da vítima como o responsável pela remoção do Betinho, mas desapareceu ao saber do óbito dele. Já identificamos essa pessoa e abrimos o inquérito para apurar o evolvimento dela no caso”, afirma o delegado
Os outros quatro envolvidos foram denunciados por homicídio, sequestro e cárcere privado. Na denúncia, o promotor Rogério Rocco Magalhães narra que a irmã da vítima havia contratado os serviços da clínica para o tratamento dele.
Ainda de acordo com a denúncia, os trâmites foram acordados com um dos denunciados, que se apresentou como responsável pela área médica da clínica. No dia do ocorrido, os denunciados foram até a casa do homem e o obrigaram a entrar em um veículo.
Ainda segundo o promotor, a intenção do grupo era levá-lo até a clínica, onde o paciente seria mantido em cárcere privado em troca de remuneração a ser paga pela irmã.
Na denúncia, o MP pediu a decretação da prisão preventiva de dois denunciados, que foram liberados em audiência de custódia, e a manutenção da custódia dos outros dois, que permanecem presos em Campinas. O caso segue em segredo de Justiça.
Investigações
As investigações apontaram que o músico Betinho foi agredido ainda em Jaú. Segundo o delegado responsável pelas investigações foram ouvidas testemunhas que perceberam a movimentação no carro em que Betinho estava próximo a um shopping. Ainda segundo o delegado, todas as pessoas ouvidas deram as mesmas versões.
“Elas contaram que Betinho pedia por socorro de dentro do veículo. Eles pararam o automóvel, retiraram ele, o agrediram e o imobilizaram até que o amarraram com um cadarço. Depois o colocaram novamente no carro e foram embora”, afirma o delegado.
Veja no vídeo abaixo o músico durante um ensaio com banda, em 2015.
Vídeo mostra músico de Jaú que morreu a caminho de internação em clínica durante ensaio
O delegado informou também que ainda não teve acesso ao laudo com a causa da morte do músico, mas, em entrevista ao g1, no dia 12 de novembro, o delegado de Valinhos (SP), João Netto, que colabora com as investigações, havia reforçado os fortes indícios de que a vítima tinha sido agredida.
A irmã de Betinho também prestou depoimento. Ela confirmou que foi responsável pela contratação da clínica de reabilitação e disse que não pôde acompanhar o transporte do irmão, portanto não presenciou nenhum tipo de agressão.
“Ela quem contratou a clínica e apenas disse que não pôde acompanhar a remoção de perto, mas que viu de longe, sendo que de início o Betinho teria relutado a ir, porém acabou aceitando a remoção”, explica delegado Aldo Eduardo Lorenzini.
Músico de Jaú morre a caminho de internação em clínica de recuperação
Transporte inadequado
Músico de Jaú morreu quando era levado para clínica de reabilitação em Valinhos
Facebook/ Reprodução
O músico morreu ao ser transportado em um veículo para uma clínica de recuperação em Valinhos no dia 8 de novembro.
As quatro pessoas que faziam o transporte de Betinho para a clínica foram presas em flagrante no mesmo dia. Entretanto, duas delas foram soltas em audiência de custódia e outras duas tiveram a prisão preventiva decretada em Campinas.
Segundo informações da polícia, os quatro homens disseram que Betinho se jogou do veículo, porém, o caso foi registrado como homicídio e os suspeitos ainda serão investigados por sequestro e cárcere privado.
Ainda segundo a polícia, as pessoas que buscaram Betinho em Jaú não têm habilitação e nem credenciamento para realizar esse trabalho. Além disso, o transporte foi feito em um veículo inadequado.
A Tv Tem entrou contato com a clínica CT Live, de Valinhos, que informou que as pessoas envolvidas no caso não são funcionárias do local e que a família do músico nunca entrou em contato com eles para tratar sobre pedido de internação.
VÍDEOS: assista às reportagens da região

Liked Liked