Presos que cumprem pena em penitenciária de Resende trabalham em construção de viveiro florestal

Ao todo, 14 apenados da Penitenciária Luís Fernandes Bandeira Duarte, no distrito de Bulhões, participam do projeto da Cedae. Eles recebem um salário e têm um dia de pena reduzido a cada três trabalhados. Expectativa é que sejam cultivadas, por ano, 120 mil mudas da Mata Atlântica. Trabalho começou a ser realizado no começo de maio
Divulgação/Cedae
Preparar a terra, separar as mudas e plantá-las. Este é o trabalho de alguns presos que cumprem pena na Penitenciária Luís Fernandes Bandeira Duarte, no distrito de Bulhões, em Resende (RJ).
Por lá, um projeto da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), através do programa “Replantando Vida”, começou a construir um viveiro florestal de 1,7 mil m². A expectativa é que sejam cultivadas, por ano, 120 mil mudas de 250 espécies nativas da Mata Atlântica.
As plantas cultivadas serão utilizadas no processo de proteção e recuperação das matas ciliares e nascentes do Rio Paraíba do Sul.
Todo o trabalho está sendo feito por 12 apenados, que foram contratados após uma pré-seleção realizada pelo diretor da unidade e uma entrevista de emprego feita por equipes da Cedae. Outros dois se juntam ao grupo até o próximo mês.
Os contratados trabalham de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 16h30, com horário de almoço. Eles recebem um salário mínimo nacional e têm um dia de pena reduzido a cada três trabalhados.
Presos passaram por uma entrevista de emprego antes de serem selecionados
Divulgação/Cedae
Ao final da construção do viveiro, os presos que estiverem cumprindo a pena em regime semiaberto vão poder participar de um curso de capacitação em restauração florestal. Em seguida, vão atuar nas ações de reflorestamento do projeto.
“As atividades do programa possibilitam mudanças significativas na vida dessas pessoas. Elas passam a ter uma rotina produtiva, respeitando regras e horários, aumentam a autoestima, aprendem a trabalhar em grupo, exercem a paciência nos trabalhos manuais, desenvolvem responsabilidades e melhoram as perspectivas pós-cárcere” disse Alcione Duarte, coordenador do Replantando Vida.
Com previsão de ficar pronto em julho deste ano, o viveiro será o oitavo mantido pela Cedae e o segundo a ser construído dentro de um sistema prisional. O projeto vai seguir o modelo instalado dentro de um presídio em Magé, na Baixada Fluminense.
Desde sua criação, em 2001, mais de 6 mil pessoas já passaram pelo programa. Atualmente, cerca de 600 apenados trabalham em 146 setores da Cedae.
Previsão é de que o viveiro esteja pronto em julho
Divulgação/Cedae
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