Presos suspeitos de tráfico e caça ilegal de animais silvestres no RS; foram apreendidos mais de 200 de várias espécies

Investigações começaram após ONG fazer denúncia à polícia. Negociações de venda e entrega eram feitas por aplicativos de mensagens. Polícia faz operação para coibir venda ilegal de animais silvestres no RS
A Polícia Civil realiza, nesta quinta-feira (25), operação contra o tráfico e a caça ilegal de animais silvestres em 14 cidades do Rio Grande do Sul. Até as 9h50, 14 pessoas haviam sido presas.
Estão sendo cumpridos 44 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária em Porto Alegre, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Cachoeirinha, Viamão, Minas do Leão, Barra do Ribeiro, Canoas, Sapucaia do Sul, Parobé, Portão, São Sebastião do Caí e Alvorada.
Foram apreendidos 200 animais, entre pássaros, tartarugas e roedores, 300 gaiolas, três armas de fogo, R$ 10 mil em dinheiro, celulares e drogas.
De acordo com a polícia, as investigações duraram seis meses e começaram após denúncias da ONG Reprass, que noticiavam crimes contra animais e tráfico de armas.
A organização criminosa investigada é suspeita de comercializar diariamente, em grupos fechados e redes sociais, aves silvestres que chegavam a R$ 2,5 mil por espécime, além de outros animais silvestres como: macaco prego e macaco sagui, coruja suindara, jiboia albina, tartarugas, ouriço pigmeu africano, jabuti e iguanas.
A quadrilha comercializava, ainda, armas longas ilícitas destinadas à caça predatória dos animais.
“A Operação Arca é fundamental para inibir a ação de quem comete crimes contra animais e seus resultados incentivam a população a denunciar cada vez mais este tipo de crime”, destaca o delegado regional Mario Souza.
Mais de 200 animais foram apreendidos em operação da polícia do RS
Divulgação / Polícia Civil
Cobra apreendida durante operação
Divulgação / Polícia Civil
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