Tiro que matou jovem na varanda pode ter sido disparado durante comemoração do tráfico, diz delegado

Vítima foi baleada no momento em que saiu na varanda de casa, em Santos, após ouvir barulho de fogos. Polícia aponta que tiro pode ter sido disparado durante comemoração em um ponto de venda de drogas. Samara, de 22 anos, morreu em Santos, SP
Arquivo Pessoal
O tiro que matou a jovem que saiu na varanda após ouvir barulhos de fogos no Morro do Pacheco, em Santos, no litoral de São Paulo, pode ter sido disparado durante uma comemoração de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas na região, conforme aponta investigação. O imóvel onde Samara Maria da Silva, de 22 anos, foi atingida é da sogra dela, e fica próximo a um ponto de venda de entorpecentes.
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O crime ocorreu no último domingo (21). A vítima e o marido almoçavam na casa da mãe dele. Pouco antes de a mulher sair na varanda, o marido chegou a dizer para ela não ir, mas a mulher insistiu, disse que só daria uma “espiadinha”. Ela foi atingida na região do peito, chegou a ser socorrida até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, mas não resistiu.
Em entrevista ao g1, o delegado responsável pelo caso, Leonardo Piccirillo, assistente do 1º Distrito Policial de Santos, informou que, pelo curso das investigações até o momento, há fortes indícios de que o disparo que matou a jovem foi realizado por suspeitos envolvidos com o tráfico de drogas naquela região.
“A alguns metros da casa onde o disparo atingiu a Samara, havia uma reunião de marginais, podemos chamar assim. Eles haviam estabelecimento um ponto de venda de entorpecentes, e naquele dia, eles estava consumindo bebida alcoólica, provavelmente sob o efeito de outras drogas, também. Por razões desconhecidas, passaram a comemorar alguma coisa, soltando fogos de artifício”, explica.
Segundo Piccirillo, no local onde ocorria a celebração, um ou mais suspeitos estavam armados, e efetuaram disparos de arma de fogo, que foram em direção à casa onde estava Samara. “A gente não sabe se tinha o objetivo de acertar alguém da casa, o que é menos provável, mas parece que eles acabaram querendo dissimular os disparos dentro dos estampidos de fogos de artifício. Dali, certamente, saiu o disparo fatal que atingiu ela”, afirma o delegado.
Durante perícia, a polícia encontrou um projétil alojado em uma das paredes da casa, além de outras três marcas de tiros, todas do mesmo dia do crime, conforme aponta o delegado. As investigações continuam para que as autoridades consigam identificar e localizar o autor do disparo que matou a jovem.
“A gente está em uma linha de investigação que está encaminhada nessa direção, e a gente acredita que consiga chegar na autoria. É o que as primeiras evidências apontam”, finaliza.
Marido acredita que vai reencontrá-la
No dia do crime, Samara foi até a varanda da casa da sogra sozinha para ver os fogos. O marido, que prefere não se identificar, foi só até a porta, e nesse momento, ouviu um barulho mais forte, percebendo que algo havia ocorrido com a esposa. “Nessa hora, o cabelo dela voou para o alto, e no fundo eu senti que algo tinha acontecido. Ela caiu, eu fui e segurei ela nos braços, mas ela só falou ‘ai amor’, e depois não disse mais nada”, lembra.
Ele tentou salvá-la, fazendo respiração boca a boca, mas nada adiantou. A jovem não resistiu aos ferimentos. “Eu creio em Deus, tenho muita fé, e sei que algum dia ainda vou reencontrar ela. Eu sei que ela foi uma pessoa feliz. Estávamos juntos há dois anos, e foram os melhores anos da minha vida. Uma mulher igual eu jamais vou encontrar. O que me conforta nesse momento é Deus”, finaliza.
VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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