TSE começa os testes de segurança das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de 2022

Em 2021, o Tribunal Superior Eleitoral recebeu um número recorde de interessados em participar do teste público de segurança das urnas. TSE começa os testes de segurança das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de 2022
O Tribunal Superior Eleitoral apresentou nesta segunda-feira (11), a especialistas em segurança, os códigos-fonte das urnas eletrônicas. É mais uma etapa para o teste público de segurança do sistema de votação.
O STE quer dar ainda mais transparência ao processo. Investigadores cibernéticos vão fazer todos os testes possíveis nas urnas que vão ser usadas nas eleições de 2022.
Em 2021, o Tribunal Superior Eleitoral recebeu um número recorde de interessados em participar do teste público de segurança das urnas. Os 39 investigadores terão acesso a todo o conjunto de informações disponíveis para verificação, inclusive os códigos-fonte – aquelas linhas escritas em linguagem de programação que permitem a contagem dos votos.
“A ideia não é estragar o sistema, adulterar o sistema de alguma forma. É verificar se o sistema está funcionando de forma correta ou não, se ele tem algum mecanismo, alguma propriedade que talvez não seja adequada. Para isso, ele não precisa alterar, ele precisa ver. E além de ver, ele também pode pegar e testar, exercitar o software no mundo real”, explica Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE.
Os investigadores vão trabalhar em uma sala dentro do tribunal. Até o dia 25 de outubro, eles terão que apresentar ao TSE um plano de teste para o sistema de votação, e terão até o fim de novembro para fazer isso. Caso encontrem alguma vulnerabilidade, o TSE terá até maio de 2022 que vem para corrigir a eventual falha. Os investigadores fazem novos testes e checam se tudo foi corrigido. Entre os investigadores estão advogados especialistas em tecnologia.
“Essa transparência mostra toda a seriedade do processo eleitoral, porque quando se fala em processo eleitoral, a maioria das pessoas entende apenas como evento voto. E não é apenas evento voto. O ano eleitoral já começou e a gente vai desde a preparação até o evento final, que é a entrega das prestações de conta”, afirma a advogada Tatiana Gomes.
O secretário de Tecnologia de Informação do TSE afirma que dar acesso a esse grupo de investigadores é uma parceria necessária porque não só dá segurança, mas – principalmente – transparência.
“O teste público de segurança faz parte do nosso ciclo de desenvolvimento. Ele é fundamental para gente. É o momento de uma colaboração em que a sociedade nos mostra os pontos em que nós podemos e devemos melhorar. Nós queremos trazer a sociedade civil para cá, para dentro da Justiça Eleitoral, para mostrar todas as etapas do processo para construirmos juntos soluções para nação brasileira”, diz Júlio Parente, secretário de Tecnologia de Informação do TSE.

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