UE anuncia mais 500 milhões de euros em ajuda militar a Kiev

Verba deve ser destinada a armas pesadas. Anuncio é feito em reunião de ministros do G7 na Alemanha e eleva apoio militar do bloco europeu à Ucrânia para 2 bilhões de euros. Bandeiras da Ucrânia hasteadas em cidade destruída
Ricardo Moraes/REUTERS
A União Europeia fornecerá à Ucrânia mais 500 milhões de euros em ajuda militar. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (13) pelo chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, à margem da reunião na Alemanha de ministros do Exterior do G7, o grupo das sete nações mais industrializadas do mundo, no qual a UE também está representada.
Borrell afirmou que os fundos devem ser destinados para “armas pesadas” que, segundo ele, são necessárias “para este tipo de guerra”.
O mais recente pacote de ajuda eleva o total de verbas da União Europeia para o apoio militar à Ucrânia para 2 bilhões de euros, o equivalente a quase R$ 11 bilhões.
Segurança alimentar e energética
Encontro entre Ministros das Relações Exteriores de países membros do G7 e da Ucrânia
Kay Nietfeld/via REUTERS
No centro das discussões no encontro de ministros do Exterior do G7 na cidade balneária de Weissenhaus, no norte da Alemanha, estão os problemas ligados à invasão russa na Ucrânia, como a segurança alimentar e energética.
Os chefes da diplomacia de Alemanha, França, Itália, Canadá, Estados Unidos, Japão e Reino Unido ficam reunidos até este sábado. Participam como convidados seus homólogos de Ucrânia e Moldávia.
A ministra do Exterior da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que o G7 deve enviar ao mundo o que ela chamou de um “potente sinal de unidade” diante da guerra em curso na Ucrânia, que, segundo a ministra, já se tornou uma “crise global”.
Annalena Baerbock, ministra das relações exteriores da Alemanha, em discurso durante a conferência de segurança de Munique, neste sábado (19)
Andreas Gebert/Reuters
No discurso de abertura da reunião, Baerbock ressaltou que 25 milhões de toneladas de grãos estão atualmente bloqueados nos portos ucranianos, causando restrições a milhões de pessoas no mundo, sobretudo na África e no Oriente Médio.
Pressão sobre Putin
Já o Reino Unido pediu que “mais armas” sejam enviadas à Ucrânia e novas sanções sejam lançadas contra a Rússia.
“É muito importante agora manter a pressão sobre Vladimir Putin, fornecendo mais armas para a Ucrânia e aumentando as sanções”, afirmou a secretária de Exterior britânica, Liz Truss.
Liz Truss, ministra de Relações Exteriores do Reino Unido, em 21 de fevereiro de 2022
Kenzo Tribouillard/AFP
“A unidade do G7 foi vital durante esta crise para proteger a liberdade e a democracia, e continuaremos a trabalhar juntos para isso”, acrescentou.
O ministro do Exterior da França, Jean Yves Drian, reafirmou a Kiev o apoio dos membros do G7. “Continuaremos a apoiar permanentemente a luta da Ucrânia por sua soberania, até a vitória”, declarou Le Drian.
Também está na agenda do encontro a questão das relações com a China e seus laços com a Rússia. O ministro do Exterior da Indonésia, que atualmente ocupa a presidência rotativa do grupo G20 de nações industrializadas, deverá participar virtualmente de reuniões ainda nesta sexta-feira, quando os ministros do G7 discutirem as preocupações relativas a Pequim.

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