Universidades comunitárias do RS cobram bolsas de estudo e linhas de crédito para manter estudantes

Estado tem cerca de 150 mil estudantes em cursos de graduação e pós-graduação de 14 instituições comunitárias. Consórcio cobra repasses de 0,5%. Governo estadual não deu retorno à reportagem O Rio Grande do Sul tem 14 universidades comunitárias espalhadas por diferentes regiões do estado. Ao todo, são mais de 150 mil estudantes de cursos de graduação e pós-graduação.
No entanto, para manter os alunos, o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas cobra do governo do estado o cumprimento de uma medida da constituição estadual: a destinação de 0,5% da receita de impostos para bolsas de estudos.
“Nós estamos buscando alternativas junto a outras instituições, mas com sistema bancário, por exemplo, os juros são muito altos. Então, os alunos preferem parar de estudar do que financiar com as instituições e oferecem também financiamento”, reclama o presidente do consórcio, Evaldo Kuiava.
A reportagem tentou contato com as secretaria estaduais da Educação e da Fazenda, mas, até a atualização mais recente, não havia obtido retorno.
Adaptações e financiamento próprio
Universidades comunitárias do RS reivindicam verba e buscam alternativas para manter estudantes
Reprodução/RBS TV
Na Universidade de Cruz Alta (Unicruz), o número de pedidos e concessões de bolsas de estudo aumentou 65% no primeiro semestre de 2022, em comparação com o último semestre do ano passado.
O estudante do 5º semestre de fisioterapia, Liniquer Menezes Stiehl, perdeu o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) no ano passado. Ele não tinha como pagar a mensalidade, e foi uma bolsa da própria instituição que o ajudou a continuar estudando.
“Ia ficar muito pesado para estudar. Facilitou bastante, porque agora a gente consegue pagar. Não pagar 50% da faculdade ajudou bastante em casa também”, afirma.
Em Erechim, para evitar que os alunos abandonem a faculdade, a Universidade Regional Integrada (URI) investiu na criação de um programa de crédito próprio.
“Uma proposta de incentivo dos jovens no sentido de que eles retomem uma formação superior. Porque muitas vezes o próprio jovem, no ambiente familiar, não tem essa perspectiva ou esse conhecimento do que vai representar uma formação superior para sua vida”, diz o reitor Arnaldo Nogaro.
Como alternativa, os cursos tem buscado se adaptar às mudanças. Em Ijuí, a Universidade Regional do Noroeste do Estado (UNIJUI) ampliou o uso de ferramentas online na sala de aula.
“Houve uma modificação na questão de ensino e de aprendizagem mediado por tecnologias”, observa a reitora Cátia Maria Nehring.
Já a Universidade de Passo Fundo (UPF) adaptou a estrutura e passou a oferecer cursos em formato híbrido. As aulas são gravadas e transmitidas pelos professores dentro da própria universidade.
“A gente realizou uma reforma curricular em todos os cursos, ampliando essa possibilidade de o aluno, em alguns momentos, não existir a necessidade de ele vir até o campus. A gente criou outras modalidades de oferta, como é o caso dos cursos híbridos, com o objetivo de, até o início do próximo ano, ter uma oferta ainda maior, com uma carteira maior de cursos de graduação”, projeta o coordenador da UPF Online Ivan Dourado.
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