Polícia francesa prende quinto suspeito de envolvimento no naufrágio de bote com imigrantes no Canal da Mancha

O bote levava imigrantes da França para Inglaterra. O governo francês, que chegou a falar em 31 mortos, confirmou que ao todo 27 pessoas morreram na água gelada do Canal da Mancha. Entre elas, uma grávida e três crianças. França prende quinto suspeito de envolvimento em naufrágio que matou 27 no Canal da Mancha
A polícia francesa prendeu o quinto suspeito de envolvimento no naufrágio que deixou 27 mortos no Canal da Mancha.
O bote levava imigrantes da França para Inglaterra. A travessia tem 32 quilômetros de distância. Imagina num barco simples e, muitas vezes, com o mar agitado, chuva, vento, frio. O risco é grande.
Quem encontrou o bote virado foi um salva-vidas. Ele contou que a situação era dramática e que, quando chegou, não viu ninguém vivo. Encontrados depois, dois homens foram levados para o hospital. O estado de saúde deles é crítico.
Nesta quinta-feira (25), o governo francês, que chegou a falar em 31 vítimas, confirmou que ao todo 27 pessoas morreram na água gelada do Canal da Mancha. Entre elas, uma grávida e três crianças.
O Parlamento Europeu fez um minuto de silêncio em respeito às vítimas.
Autoridades da França e do Reino Unido lamentaram as mortes e trocaram acusações.
O presidente Emmanuel Macron pediu mais cooperação dos britânicos. O primeiro-ministro Boris Johnson disse que é difícil convencer os franceses a agirem como os britânicos acham certo.
Os dois governos se mostraram dispostos a enfrentar melhor o problema do contrabando de imigrantes. O número de pessoas tentando fazer essa travessia França-Inglaterra mais do que dobrou este ano.
A imprensa britânica fala que traficantes chegam a cobrar até três mil libras por pessoa, equivalente a uns R$ 20 mil. E, mesmo sem qualquer garantia ou segurança, muitos seguem viagem.
A maioria foge principalmente do Norte da África e do Oriente Médio – da fome, da perseguição política e religiosa, da guerra.
Movimentos de direitos humanos pedem que os governos ampliem as políticas públicas que permitem a entrada de refugiados pela porta da frente, o que diminuiria essas travessias perigosas, que são muito comuns.
Nesta quinta mesmo, teve uma.
“Vocês estão indo para onde?”, perguntou o repórter.
“Para o Reino Unido”, respondeu uma mulher.
Isso só poucas horas depois do pior acidente já registrado no Canal da Mancha.

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